Vaga depende de aprovação do Projeto de Lei nº 308/2021 pela Assembleia Legislativa de MS.
(Divulgação)
A previsão de três vagas para desembargador no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) coloca fim à disputa entre o Ministério Público Estadual (MPE) e a seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A expectativa é de que o MPMS passe a ter quatro desembargadores indicados, assim como a OAB/MS já tem.
No entanto, para que isso seja concretizado, é preciso que a Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) aprove nesta quarta-feira (3) o Projeto de Lei nº 308/2021, que prevê a criação de mais duas vagas para o cargo com salários de R$ 35,4 mil. Destas, uma seria destinada ao MPMS e outra à magistratura. Assim, o TJMS que hoje tem 35 desembargadores, chegaria a 37.
A proposta defende haver “crescimento do número de litígios e demandas recursais cíveis”, bem como sustenta que o “aumento do desgaste físico e mental e a excessiva demora no trâmite dos processos” fere o princípio constitucional da eficiência. Neste sentido, junto com as vagas, seriam criados mais uma Câmara Cível e cargos em comissão de cinco assessores com salários de R$ 12 mil cada, para cada um dos dois novos desembargadores.
Além disso, o MPMS, que já tem três desembargadores, deverá indicar ainda os nomes para concorrer à vaga deixada pela desembargadora Tânia Garcia da Silva de Freitas, aposentada por beneficiar o próprio filho.
Mansour Elias Karmouche, presidente da OAB/MS, disse que a entidade não poderia apresentar indicações para o espaço deixada por Tânia, uma vez que a vaga já é uma das três que pertencem ao MPMS. “Hoje nós temos quatro membros da OAB/MS como desembargadores e eles [MPMS] têm três. Então criou-se mais uma vaga [Projeto de Lei nº 308/2021] e ficaria quatro a quatro”, explicou.
Neste aspecto, vale lembrar que MPMS e OAB/MS disputavam os cargos e, inclusive, chegaram a adotar alternância de ciclos quando o número de vagas disponíveis era de número ímpar.
Vaga de Tânia
Conforme regimento interno do TJMS, a vaga corresponde ao quinto reservado ao MPMS e à OAB/MS, no entanto, como já mencionado acima, as indicações serão feitas apenas pelo órgão ministerial. Cabe agora à presidência do TJMS baixar edital e oficiar à Procuradoria-Geral de Justiça para apresentação dos indicados. “A indicação para o preenchimento do cargo de Desembargador será feita no prazo de até quarenta dias após a verificação da vaga”, lê-se no edital.
Nos bastidores, ventila-se como possíveis interessados os procuradores Jaceguara Dantas da Silva, Silvio César Maluf e Antônio Siufi Neto que podem compor a lista sêxtupla, de onde serão escolhidos três nomes a uma lista tríplice, para um deles ser o indicado.
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