A travessia da fronteira, que antes não chegava a 5 minutos, agora se aproxima de meia hora.
(Capital do Pantanal)
Quem trafega pela rodovia Ramon Gomez no sentido da Fronteira Oeste se depara com uma fila interminável. Caminhões que fazem o transporte de carga estão forçando a longa espera na hora de cruzar o posto Esdras de fiscalização da Receita Federal. Nos dois sentidos, a espera chega a mais de 20 minutos dependendo do horário.
Com a extrema seca no Pantanal e o baixo nível do Rio Paraguai todo escoamento do minério, antes feito em chatas (embarcações), agora é feito por terra. As carretas retardam o trânsito apesar dos agentes da Receita Federal terem antecipado a fiscalização. O alerta é para quem vai passar pelo trecho dispor de tempo e paciência.
Nessa sexta-feira (29), por volta das 15h, a equipe do Capital do Pantanal testou o trajeto e a espera foi de 30 minutos para atravessar a fronteira. Caminho antes realizado em poucos cinco minutos em época de tráfego normal.
Não é de hoje que o Capital do Pantanal alerta as autoridades para o impacto causado pelas carretas do minério nas rodovias. O trânsito está cada vez mais perigoso e os condutores de veículos leves devem triplicar a atenção, pois o risco de acidente é eminente. A linha ferroviária, que seria a alternativa para o escoamento, está sucateada e com isso, os caminhões das empresas terceirizadas, que realizam o transporte para grandes mineradoras como a Vale e a Vetorial, utilizam a rodovia, que também não está preparada para a demanda.
Nesta semana o assunto já foi colocado em discussão em sessão na Câmara dos vereadores de Corumbá. O legislativo destacou para o prejuízo e transtorno enfrentado para a importação de produtos. “Há alguns dias, caminhões de cargas estão encontrando dificuldades para o transporte de produtos da Bolívia importados pelo Brasil, ficando até três dias em longas filas”, pontuou o vereador Manoel Rodrigues.
O vereador lembrou que isso acontece também do lado brasileiro, com produtos que estão sendo exportados para o País vizinho. Caminhoneiros aguardam por horas para entrar em Corumbá, passando pelo Posto Esdras, onde está a fiscalização da Receita Federal.
“Temos que buscar alternativas imediatas para agilizar todo o processo. Precisamos trabalhar em conjunto. A demanda que o Brasil compra da Bolívia é grande, mas está dificultoso importar por aqui, e quem perde com isso é a nossa Cidade, já que existem outras possibilidades de importação que não passam por aqui", destacou Manoel, reafirmando que é necessário melhorar o escoamento e definir uma rota para que as carretas não passem pela Ramão Gomes. "A ponte na fronteira não suporta. Existe outra saída que estamos discutindo com as autoridades bolivianas. Temos várias alternativas para manter o transporte por aqui”, pontuou o vereador.
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