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14 de Março: O Arsenal de Marinha aporta em Ladário

14 março 2017 - 11h03PML

Uma avenida onde as famílias passeiam, onde os amigos se encontram e as coisas acontecem. A principal via do município de Ladário, com um calçadão amplo e cruzamentos largos, capazes de abrigar milhares de pessoas para os eventos festivos. Foi nela que, com certeza, muitos casais se conheceram e muitas famílias passaram a ser formadas, e foi nela, na Avenida 14 de Março, que importantes trechos da história do município foram escritos.

O que pouca gente sabe é que o nome da avenida é uma homenagem ao lançamento da pedra fundamental do Arsenal de Marinha de Ladário, lançada em 14 de março de 1873. Foi neste dia, há 144 anos, que a instituição militar se enraizou na fronteira oeste, se transformando em uma grande aliada do município e de sua gente, dando início a uma história de glórias, conquistas e entrelaçamento social com a comunidade pantaneira.

Luiz Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres era o governador da Província de Mato Grosso e, preocupado com a posse definitiva das terras pantaneiras na fronteira, determinou ao capitão de fragata Manoel Ricardo de Cunha Couto que transferisse o arsenal para Ladário. Cunha Couto deu então início às obras de construção dos alojamentos e acabou se transformando em uma grande personalidade militar para a região, tanto que o município também tem uma importante rua com seu nome.

A implantação do Arsenal de Marinha, que a partir de 1945 passou a se chamar Base Fluvial de Ladário, foi de suma importância para o desenvolvimento da região. A presença naval às margens do rio Paraguai, na fronteira com a Bolívia, promoveu a ordem, a disciplina e fortaleceu a conquista desse importante pedaço de chão para a nação brasileira, promovendo a formação da sociedade civil do município.

Apesar de ser a mais antiga cidade de Mato Grosso do Sul, Ladário só foi emancipada em 11 de dezembro de 1953, passando então à condição de município. A Marinha, que mantém na cidade um complexo, o 6º Distrito Naval, ainda hoje é importante para a economia, segurança e socialização da região.

Cerca de dois mil militares trabalham no Distrito Naval, o que representa um grande aporte à economia local. Além disso, os militares participam ativamente da vida social e coordenam operações de segurança na salvaguarda da fronteira oeste e da navegação.

Os militares da Marinha também são os maiores parceiros no atendimento aos ribeirinhos que vivem nas regiões mais distantes do Pantanal, com atendimento médico, odontológico e transporte de socorro de urgência. Nessas regiões só se chega de barco ou de helicóptero, e é preciso o emprego do conhecimento e da técnica que a Força Naval desenvolveu em 144 anos na maior planície inundável do mundo. 

 

 

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