Os estudantes que ingressarem no IFMS em 2026 vão se deparar com uma rotina que mistura ciência e prática. Construir e lançar foguetes é parte do aprendizado, e também rendeu medalhas em competições nacionais.
Em 2025, equipes dos campi Campo Grande, Corumbá, Naviraí e Três Lagoas conquistaram medalhas na etapa nacional da Jornada de Foguetes, realizada em Barra do Piraí (RJ), dentro da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG).
Os foguetes são feitos com garrafas PET e lançados com uma mistura de vinagre e bicarbonato de sódio, que gera pressão suficiente para impulsioná-los. A distância atingida define a premiação, com marcas acima de 220 metros garantindo medalhas de ouro.
"Todo processo é físico, desde a parte da força que o foguete faz para ser lançado, até a questão de resistência do ar, aerodinâmica do foguete, que é muito importante", explica César Ferreira, professor de Física do Campus Naviraí.
Além da Física, a experiência envolve Química, Matemática e até Robótica, segundo Dante Mello, professor de Física do Campus Campo Grande. "Isso porque é uma olimpíada inteiramente experimental, em que os foguetes precisam obter o maior alcance horizontal possível. Logo, as equipes precisam estudar fatores que influenciam aerodinâmica, pressão e proporção de reagentes", detalha.
O aprendizado vai além do conteúdo curricular. A Jornada de Foguetes proporciona oficinas, palestras e trocas de experiência com estudantes de todo o país. "Os estudantes retornam do evento com inúmeras ideias e vontade de alçarem voos cada vez maiores", acrescenta Dante.
O trabalho em equipe foi decisivo para o Campus Naviraí. "Eram três equipes de Naviraí, cada uma com três alunos, todo mundo se engajou e se ajudou. Acabamos conseguindo duas medalhas de ouro (273m e 282m) e uma de prata (216m). Foi um desempenho muito bom e eles aprenderam muito nesta olímpiada", relata César.
Entre os destaques está Raysa Neres dos Santos, 18, medalhista de ouro que concluiu o curso técnico integrado em Informática para a Internet. Ela integrou a Equipe Padawans, junto com a irmã Rayka e a colega Victoria.
"Foi uma experiência incrível participar da OBAFOG, não só pelas pessoas de diversas partes do Brasil que conhecemos, mas também pelo que aprendemos lá. Participamos de muitas oficinas sobre outros níveis de foguetes, conversamos sobre melhorias que poderíamos fazer no nosso foguete. Ficamos surpresos e muitos felizes com a medalha de ouro", conta Raysa.
Ela ainda destaca o apoio do IFMS para participar da competição: "O IFMS deu esse apoio pra gente, mostrando que nos apoia quando precisamos. Isso foi muito importante".
Além das competições, os alunos participam de oficinas em escolas e desenvolvem projetos de pesquisa, como o circuito em Arduino premiado na Mostratec 2025, voltado para melhorar a aerodinâmica dos foguetes. Cauê Dias Rocha, 18, técnico em Eletrotécnica formado pelo Campus Campo Grande, comenta:
"O que isso auxiliou na nossa formação foi que, além de estudarmos o básico de programação com Arduino e mexer em circuitos eletrônicos, conseguimos aprofundar nesses conceitos. Também tivemos que mexer com processamento de dados, que era um conceito um pouco mais aprofundado, e aí isso tudo corroborou para a nossa formação".
*Com informações da assessoria de comunicação social do IFMS.
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Equipes de quatro campi se destacam na Olimpíada Brasileira de Foguetes com projetos experimentais. (Foto: Acervo Pessoal)


