Menu
segunda, 19 de janeiro de 2026
Andorinha - Vendas por WhatsApp
Andorinha - WhatsApp
Economia

Governo deve propor isenção na conta de luz para até 60 milhões de pessoas

10 abril 2025 - 15h00Agência Brasil

O governo federal deve enviar ao Congresso Nacional, ainda neste semestre, um projeto de lei de reforma do setor elétrico brasileiro. Entre as propostas, está a ampliação da tarifa social, que hoje oferece descontos no pagamento da conta de energia para indígenas, quilombolas, idosos que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC) e famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal com renda até meio salário único.

A ideia é que haja uma isenção de pagamento de tarifa de energia elétrica para essas populações caso elas consumam até 80 kWh por mês, o que chegaria a 60 milhões de pessoas no país.

Atualmente, a isenção completa do pagamento em caso de consumo de até 50 kWh vale para indígenas e quilombolas, enquanto os idosos com BPC e as famílias do CadÚnico têm direito a descontos escalonados de até 65%, caso o consumo seja menor que 220kWh.

"Mais de 60 milhões de brasileiras e brasileiros serão beneficiados com a gratuidade de energia do consumo até 80 gigawatt por mês. Isso representa o consumo de uma família que tem uma geladeira, um chuveiro elétrico, ferro de passar, carregador de celular, televisão, lâmpadas para seis cômodos”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em evento no Rio de Janeiro.

O ministro não explicou sobre o que será feito em relação aos descontos escalonados que hoje são aplicados para consumos até 220 kWh. Segundo ele, a ideia é subsidiar a política através da correção de "distorções internas do setor”.

“Se você vê o projeto como um todo, você vai ver que estamos fazendo ali uma completa e possível justiça tarifária, corrigindo as distorções dentro do setor. E isso não impacta praticamente o restante dos consumidores”.

Uma das distorções, de acordo com Silveira, é o pagamento sobre a segurança energética."O pobre paga mais que o rico na questão, em especial, da segurança energética, para se pagar Angra 1 e 2 e as térmicas. Só o pobre paga. Boa parte do mercado livre não paga por essa segurança energética ou paga pouco. Então, estamos reequilibrando essa questão do pagamento por parte do pobre, do mercado regulado e da classe média".

Outra proposta do projeto de lei, que deverá ser encaminhada à Casa Civil da Presidência ainda este mês é dar mais liberdade de escolha para o consumidor, inclusive residencial, em relação à origem da energia que ele irá consumir.

“O cara vai poder comprar energia como compra em Portugal ou na Espanha. Ele escolhe a fonte energética que ele quer comprar, pelo celular. Ele vai poder escolher a fonte, o preço e ele vai poder pagar da forma que ele quiser. Pode pagar tanto através da distribuidora quanto pode emitir um boleto direto ou pagar pela internet”.

Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.

Deixe seu Comentário

Leia Também

economia
Renovação automática de CNH beneficia 300 mil na primeira semana
desenvolvimento
Atacarejo de R$ 50 milhões será implantado no bairro Dom Bosco
Economia
Agricultores familiares de Porto Morrinho terão atendimento de microcrédito no dia 22
Economia
FCO teve recorde de financiamentos no Estado em 2025
Economia
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
Economia
Contribuinte tem até o dia 30 de junho para aderir ao programa Regulariza Corumbá
Economia
Inmetro orienta uso da geladeira para reduzir consumo de energia
economia
Setor de serviços interrompe avanço e recua 0,9% em MS, mostra IBGE
Negócios
Sebrae leva orientação direta a empresas em seis cidades de MS
economia
Teto do seguro-desemprego sobe para R$ 2.518,65 após reajuste

Mais Lidas

Plantão
Adolescente morre após afogamento no Porto Geral de Ladário
polícia
Foragido por furto é preso em Ladário; PM soma nove capturas em 2026
Plantão
Incêndio atinge residência no bairro Aeroporto, em Corumbá
polícia
Motociclista é detido após fuga e manobras perigosas no Guaná