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COLUNA

Entrelinhas

Sylma Lima

O bom combate

28 julho 2020 - 14h49

A concorrência tenta calar e desmoralizar quem faz jornalismo sério há mais de 17 anos no site Capital do Pantanal e há pelo menos 25, em atuação na Rádio Clube de Corumbá, onde tudo começou; Rede CBN Notícias, Rede Record e outros veículos da maior seriedade. Daí o porquê de não aceitar nem admitir ter a honra e a imagem arranhada por danos morais, impagáveis.  

Na sexta-feira, 24 de julho de 2020, nos chegou a informação de que um menino de apenas 9 anos fora encontrado enforcado no quarto de casa, no Assentamento Tamarineiro, em Corumbá. O fato, por si só, chamou a atenção. Afinal, não é comum uma criança recorrer ao suicídio, a não ser que, levada ao desespero por maus tratos, para chegar a esse extremo. Isso, no campo das hipóteses.  

Mas, além disso, Bombeiros chamados ao local, suspeitaram da qualidade do nó feito ao laço. Relataram que ele exigia técnica, bem como força superior à que seria própria a uma criança. Ao mesmo tempo, numa prévia, perito que se incumbiria do laudo necrológico também teria travado conversa extraoficial, alegando a mesma suspeita. Com agravante de que haveria sinais de violência nas partes íntimas da vítima. 

Mesmo não apontando culpados, o Site Capital do Pantanal, prezando pelos direitos humanos, como de costume, afinal é dirigido por alguém que já integrou a Comissão Estadual de Direitos Humanos do Mato Grosso do Sul, trouxe à tona suspeitas suficientes para que não se engavete uma situação, no mínimo, em respeito à família do menor e aos leitores.  

Mas, por conta disso, de cobrar investigações profundas, sofreu agravos no dia 27 de julho, em atitudes intimidatórias que têm sido comuns contra jornalistas, com o propósito de fazê-los calar. Em contato com a família, recebemos o pedido de excluir o questionamento postado em nossa página no Facebook, apesar de também desconfiarem da versão de suicídio, temem pela população desconfiar do avó do menino, que já é de idade avançada e não merece passar por situações indesejáveis. Em respeito a família, retiramos, mas não nos calamos, nem fugimos do bom combate. 

Mais que lícito e legítimo ao jornalismo, é necessário o direito de levar ao público a informação, meio de assegurar à própria sobrevivência do Estado de Direito. Pretender-se o contrário, significa, em muitos casos, beneficiar a quem se vale da própria torpeza. Como disse Millôr Fernandes: "Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados".

Familiares do menino também suspeitam de conclusões precipitadas quanto a eventual suicídio. Desejamos antecipar que não revelaremos fontes, direito consagrado aos jornalistas. Prerrogativa prevista na Constituição Federal. Mas não nos acovardamos diante de pressões, a exemplo do assassinato recente da empresária Liane Arruda, dona da espetaria Darmancef, crime bárbaro, atribuído ao garçom conhecido como ‘Cebolinha’. Não o fizemos a busca de sensacionalismo ou notoriedade. Foi através de denúncia ao site Capital do Pantanal, por fonte segura, que se chegou a conclusões importantes. A confirmação veio no dia seguinte, quando a polícia seguindo a denúncia, prendeu o suspeito em um motel da cidade.  

Aos detratores, portanto, a resposta do site Capital do Pantanal:  Continuaremos nossa missão de bem informar e de lutar pelo cumprimento da Justiça, lembrando que ‘basta um instante de glória para forjar um herói. Mas é preciso uma vida inteira para se fazer um homem de bem’. 

 

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