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COLUNA

Entrelinhas

Sylma Lima

A Democracia Pantaneira

29 janeiro 2021 - 10h46

 Desde que o mundo é mundo há disposição por poder, admiração e prestígio pessoal.  A Democracia, na maioria do globo terrestre, foi escolhida como a forma mais correta dos humanos administrares e conterem o poder. Democracia no sentido do senso comum seria “governo do povo”. Pois bem! A partir dessa singela consideração, suscitam dúvidas quanto as formas de representação popular. Ou seja, quem representa o povo? E quem é o povo? “ O poder emana do povo”. O povo, o eleitor, nos termos da Constituição Federal, e das leis eleitorais, elege representes com mandatos. Isso mesmo. Um mandato. O representante do povo age por mandato conferido pelo voto popular do eleitor.

No campo teórico, o sistema eleitoral funciona com regras rígidas contra a corrupção eleitoral, a fraude eleitoral, a captação ilegal de recursos e meios ilícitos para fins eleitorais, bem com uma gama de medidas para conter o abuso do poder econômico nas eleições. A ideia é ter um sistema eleitoral limpo onde as pessoas possam escolher seus representantes sem coação, ou vínculos hierárquicos, culturais, e administrativos que possam coagir ou macular a soberania do voto.

Ocorre, que no mundo real e pragmático, e principalmente na cidade de Corumbá-MS, há um sintoma e indícios de mácula na vontade popular, onde o eleitor foi drasticamente coagido a votar em determinado candidato a prefeito de dado partido. Assim, assédio moral, ameaças veladas e mesmo ostensivas foram a tônica da última eleição para prefeito de Corumbá.

Prova disso foi a recente informação de que vários funcionários do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Corumbá foram demitidos sumariamente por indicação de que tais funcionários votaram em determinado candidato e não em outro indicado pela direção do hospital.

Tudo isso num processo de ataque a vontade popular e o voto pessoal e secreto. Divagações, perseguições e inações políticas sobrepesaram na demissão de mais de 20 pessoas do referido hospital. Pessoas que trabalhavam no local há 30 anos, técnicos, profissionais experientes foram demitidos sem justificativa. A demissão em massa foi proposital, a mando e com endereço certo do remetente. Os destinatários? Os eleitores, trabalhadores da saúde à espera e esperançosos numa Democracia participativa e ética nestes tempos difíceis de pandemia da Covid-19.

O poder cega, corrompe e traz o gestor  num tipo de cegueira cognitiva que induz e leva a erros que custarão muito com o tempo. Na política, como no jogo e na vida, tudo pode acontecer. A Democracia persiste com suas rachaduras e até injustiças no campo político-eleitoreiro, mas o certo é que a ignorância e petulância de políticos têm forma e tempo para acabar. Depois de tudo, só o ostracismo e esquecimento.

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