APRAFA recebe denúncias sobre morte de militares
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Arquivo CDP |
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Corumbá (MS) A Diretoria Executiva da Associação de Praças das Forças Armadas –APRAFA, localizada em Brasília (DF), instituição que zela pelos direitos desses militares, informou ao Capital do Pantanal, que está recebendo vários e-mails dos praças do 17º Batalhão de Fronteira em Corumbá, dizendo que estão sendo coagidos pelos oficiais do Exército a não falar a verdade sobre a morte do cabo Diego Augusto de Lima Leite e soldado Antônio José dos Santos Neto durante uma Operação de Estágio Básico de Combatentes no Pantanal, no último dia 26 na região do Rabicho.
Nos e-mails recebidos a diretoria informou que esses praças denunciam excesso de esforço físico e que tais exercícios ordenados por alguns oficiais não estava previsto no quadro de instrução e nem no Quadro de Trabalho Semanal (QTS), ou seja do dia 23 ao dia 27 de novembro. “Segundo as denuncias que estamos recebendo esses exercícios foram desencadeados pela ação de alguns oficiais, sem planejamento e sem a autorização de superiores”, contou um membro da diretoria da APRAFA que pediu para não ser identificado. Ele também teve informação que o Comandante do 17º Batalhão de Fronteira encontrava-se em gozo de férias, quando a operação teve início.
“A denuncia também retrata que somente após a tragédia, cujas autoridades militares locais, definiram como eventual fatalidade, a administração do Batalhão teve a preocupação com os trâmites legais para o desencadeamento da Operação, fazendo a publicação em Boletim Interno da mesma no dia 26Nov09 (quinta-feira), mesmo dia em que os militares faleceram, a fim de dar legalidade a desastrosa Operação, que, repito, não tinha respaldo legal para seu funcionamento”, completou o membro da Diretoria.
Também de acordo com a Diretoria, esta só ficou sabendo do caso, quatro dias após a morte dos militares, no dia 30 de novembro. “Ficamos sabendo por denuncias de e-mails, de militares reclamando de maus tratos e excesso de exercício físico. Eles também denunciam que os oficiais da Operação deram ordem para que o cabo Lima Leite e o soldado Antônio José derramassem a água dos cantis (nome dado aos reservatórios de água que os militares levam consigo), numa temperatura de 45°C. Também temos informações que ambos vieram a desfalecer e foram socorridos apenas 90 minutos depois”, relatou a diretoria.
A APRAFA também comunicou pelas denuncias que receberam que os soldados Victor Hugo Serrudo Cabrera e Izan Eduardo da Silva Filho transportavam além de armamentos outros acessórios que chegavam a pesar 13Kg, e sem água. Vários outros militares reclamavam de tratamento desumano. Uns diziam que todas as vezes que iriam para as diversas Instruções, a primeira coisa que os Instrutores faziam, era ordenar-lhes o esvaziamento de seus cantis, sem levar em conta, o calor infernal que fazia na região. Outros militares diziam que suas refeições eram servidas da seguinte maneira: “um Instrutor retirava os alimentos das panelas com suas mãos sujas e depositava a comida em nossas marmitas, dando-nos o mesmo tratamento dispensado aos porcos”, segundo relatório de denuncia.
Os estagiários também mencionaram na denúncia feita a APRAFA que durante todo o tempo em que permaneceram na Região do Rabicho, o Capitão Fujita, comandante da “Operação Irregular”, trajava o tempo todo short e camiseta sem manga, além de se divertir com seu notebook, no interior de uma tenda, enquanto todos os seus subordinados estavam fardados, armados e equipados. Que, logo no primeiro dia da Operação, enquanto “ralavam”, dentro do mato, o Capitão Fujita, que deveria estar acompanhando todas as instruções, se divertia com seus familiares no CLUBE RECREATIVO DE SUBTENENTES E SARGENTO (CRESSE), localizado em Corumbá-MS.
Providência
A Diretoria da APRAFA comunicou ao Capital do Pantanal, que vai denunciar as arbitrariedades que ocorreram por omissão nos Direitos Humanos do Senado e dos Deputados Federais, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Corregedoria Geral da República, no Ministério da Defesa e para as demais Autoridades Competentes, tendo envista que a Associação esta recebendo varios email de Militares (Praças) dizendo que os Oficiais desse Batalhão estão coagindo os Militares para não falarem a verdade, segundo o relatorio que enviaram através de email.
A APRAFA existe desde 2003, e atualmente tem 18 membros na Diretoria e cerca de 5.818 associados em todo o Brasil.
Maiores informações no Tel: 61 - 3965 2394.
Para consultar o site da APRAFA acessar: www.aprafa.com.br.
Observação: A redação do Capital do Pantanal tentou entrar em contato com o Comandante do 17º Batalhão de Fronteira, tenente-coronel Álvaro Rocha, durante o dia inteiro sem obter êxito.
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