Exército espera inquérito para esclarecer mortes
Jungthon informou que a princípio o que foi identificado nos casos de óbito, do cabo Lima Leite e do soldado Antônio José, foi uma parada cárdio respiratória
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Capital do Pantanal |
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| Jungthon convocou coletiva com a imprensa local na sede da Brigada Ricardo Franco |
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Silvio Andrade |
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| Região do Rabicho, onde era feito os treinamentos dos militares |
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Corumbá (MS) O Comandante da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, general de brigada Roberto Jungthon concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 27 de novembro para explicar a morte do cabo Diego Augusto de Lima Leite e o soldado Antônio José dos Santos Neto, ambos de 21 anos, que participavam de um treinamento do Estágio Básico de Combatente do Pantanal, na região do Rabicho. Estavam presentes também na coletiva o Comandante do 17º Batalhão de Fronteira, o tenente-coronel Álvaro Rocha, e o Chefe do Estado Maior, do Comando Militar do Oeste, general de brigada Paulo Roberto Ferreira Viana.
O exercício teve início no domingo, 2 de novembro, e o encerramento estava previsto para esta sexta-feira, hoje, 27. Segundo o general Jungthon os militares após se sentirem mal receberam os primeiros atendimentos ainda na região do exercício, sendo logo em seguida evacuados por via fluvial e aérea para o hospital naval de Ladário.
“O Comando do 17º Batalhão está prestando total apoio as famílias e a brigada Ricardo Franco instaurou o inquérito policial para apurar as circuntâncias da fatalidade. O exercício teve início no domingo com instruções individuais na nossa base de instrução militar que fica próximo ao posto Esdras. Na terça, na quarta e na quinta-feira o exercício se desenvolveu em rodízio de pelotões. Cada missão recebeu uma tarefa e compria esta. No dia seguinte outra e na quinta outra, era isso que estava acontecendo e estávamos no último rodízio. Esse pelotão era composto por um tenente, três sargentos, cada um deles comandando uma equipe de nove cabos ou soldados”, relatou.
O total de militares neste exercício era da ordem de 100 militares e a equipe de apoio da ordem de 50 militares. “Dentre esses 50 nós dispúnhamos de um capitão, que era o chefe da sessão de instrução de Operações no Pantanal, 4 tenentes e 8 sargentos. Esta equipe é uma equipe especializada, nomeada e que exerce as funções na sessão de instrução de operações”, afirmou.
De acordo com Jungthon essa Operação existe há 10 anos, e é uma equipe preparada para o desenvolvimento do exercício. “Os pelotões exerciam atividades e retornavam para a base, naquela quinta-feira, ontem. Eles fizeram a alvorada 6h30, tomaram o café e partiram para a execução de suas tarefas. Um dos pelotões já tinha comprido a sua tarefa e esta consistia em realizar uma patrulha fluvial, realizando um deslocamento embarcado, e já tinham retornado para a base, uma outra patrulha estava em deslocamento terrestre, fazendo uma atividade terrestre, também já tinha realizado sua tarefa e estava retornando para a base. Esse retorno para a base aconteceu por volta das 12h. A partir daí começaram a suceder os fatos”, relatou.
Haviam no local três pelotões, em dois deles estavam os militares que vieram a passar mal. “Na patrulha que estava já na base, estava o soldado Antônio José, e o soldado Serrudo, patrulha fluvial que já tinha comprido a sua tarefa. Na patrulha terrestre estava o cabo Lima Leite e o soldado Izan. Em seguida estavam os instrutores que identificaram que três deles estavam passando mal e acionaram o apoio médico. A Ambulância saiu da base, foi ao encontro desses que estavam retornando. Os demais que estavam na base foram atendidos ali mesmo”, contou.
No caso do cabo Lima Leite, que não apresentava evolução do quadro, o mais grave, foi acionado o helicópotero e levado para o Hospital Naval de Ladário, com um médico a bordo. “Apenas os dois porque a capacidade da aeronave era para dois. E o outro caso foi por voadeira para o hospital, e no cais já havia uma equipe de médicos na recepção”, explicou o general.
Jungthon informou que a princípio o que foi identificado nos casos de óbito, do cabo Lima Leite e do soldado Antônio José, foi uma parada cárdio respiratória. O soldado Izan foi evacuado, atendido e liberado. O soldado Serrudo ficou em tratamento intensivo no Hospital de Caridade mas o quadro clínico já é estável.
“A parada cárdio respiratória é uma hipótese para essa questão, no entanto sem nós depormos dos laudos periciais, seria prematuro trazer a tona essas questões, porque podemos estar incorrendo a erro. Por isso foi instaturado um inquérito policial militar, e os laudos e os exames periciais estão em curso”, comentou.
Segundo ele os laudos mais simples devem sair em 15 dias, e os mais complexos em 30 dias. O encerramento da é de ordem de 40 dias.
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