Matrículas - Sesi

Vice-presidente da Fiems destaca importância de modal ferroviário ligando MS ao Paraná

Por Redação17 OUT 2017 - 09h23min
O tema foi discutido em audiência pública no auditório da ACED, em Dourados.Foto: Divulgação

Durante audiência pública realizada na noite de ontem (16/10) no auditório da ACED (Associação Comercial e Empresarial de Dourados) para discutir o projeto de construção de uma ferrovia entre a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá, no Paraná, o 2º vice-presidente regional da Fiems, Sidney Pitteri Camacho, destacou a importância da proposta, que deverá facilitar o escoamento da produção do Estado.

“Já é sabido há algum tempo que precisamos modificar nossos meios de transporte ou melhorar o que temos para não ficarmos dependentes unicamente do transporte rodoviário. A iniciativa do Paraná é interessante, precisamos unir as entidades de Mato Grosso do Sul e do Estado vizinho para que esse projeto seja realizado da melhor forma”, afirmou Pitteri.

Poder público

O secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, reforçou a relevância da audiência pública para discutir o assunto com toda a sociedade. “Esse evento é de suma importância para que possamos ter uma integração de todos os entes que têm interesse nessa rodovia, ou seja, poder público, iniciativa privada, Fiems, associações comerciais, etc. Assim começamos a encorpar esse processo, que não é um projeto de governo, mas um projeto de Estado, que envolve toda a sociedade civil organizada e entes públicos”, declarou.

Segundo a prefeita de Dourados, Délia Razuk, a principal finalidade do evento é receber contribuições da sociedade civil sobre o modal ferroviário. Ela explicou que foram realizadas três consultas públicas no Paraná. “Esse é o encerramento do primeiro passo do processo para que esse projeto efetivamente se realize. Foram quatro audiências públicas para ouvir a sociedade e agora passaremos para outro patamar de negociações”, disse.

Para Délia, o novo modal ferroviário é fundamental para a região de Dourados. “Todo o transporte hoje é feito por rodovias e isso encarece os custos. Uma ferrovia como essa traz desenvolvimento, traz economia e novos investimentos”, reforçou. Presente ao evento, a vereadora de Amambai, Janete Córdoba, comentou sobre a torcida para que o projeto se concretize. “Eu estou aqui em Dourados participando da audiência pública a convite da prefeita. Gostaria de reforçar a importância desse modal ferroviário, que também vai passar por Amambai, beneficiando os nossos produtores rurais, toda a nossa sociedade de Amambai. Nós, enquanto membros do Poder Legislativo, estamos torcendo para que esse projeto se concretize”, disse.

Já o agricultor e empresário do ramo de grãos, Waldir Faleiros, apontou a redução de custos no transporte da produção como um dos principais benefícios da rodovia. “Quando se fala em ferrovia, pensamos em transporte de grãos, mas não é só isso. Esse projeto vai trazer uma redução de custos para o transporte da produção, garantindo mais desenvolvimento para a região. Se tivermos a felicidade de ter a rodovia, esse transporte ficará muito mais fácil e mais barato”, completou.

Sobre o modal

A Ferroeste, que uma sociedade de economia mista ligada do Governo do Paraná, iniciou uma série de consultas públicas, com o objetivo de debater a proposta com a sociedade civil e receber eventuais sugestões ao projeto de implantação de uma ferrovia que ligará o Porto de Paranaguá ao Mato Grosso do Sul. Em princípio, o projeto leva em conta dois trechos. O primeiro prevê a implantação de cerca de 400 quilômetros de linha férrea, entre o Porto de Paranaguá e Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná.

A proposta é de que haja um novo traçado, paralelo à rodovia BR-277. Com isso, a nova ferrovia não usaria o trecho da ferrovia histórica, que liga o litoral a Curitiba e que continuaria sendo explorado para fins turísticos. O segundo trecho contempla a construção de 350 quilômetros de trilhos, entre Cascavel (PR) e Dourados (MS), passando por Guaíra (PR). Com esse traçado, a Ferroeste espera absorver a demanda logística do Paraguai (via Guaíra) e do Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que o modal sirva para escoar não só a crescente safra de grãos, mas também da indústria pecuária.

 

 

Deixe seu comentário

Leia Também

Conexão Internacional

Voo direto entre Campo Grande e Paraguai começa funcionar

Capital

Caminhada em Campo Grande pede tolerância com diversidade religiosa

Internacional

Paraguai reconstitui hoje assassinato de jornalista na fronteira com MS

Oportunidade

Semana começa com 420 vagas em concursos e salários de até R$ 19,4 mil

Serviço

Ação Cidadania da Fiems encerra o ano com 36,9 mil atendimentos

Educação

Prova do IFMS reúne mais de 3,4 mil candidatos em dez municípios

Serviço

Em Corumbá, vereador cobra instalação de loja ou posto de atendimento da Oi