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Roubo a banco em Campo Grande teve troca de carros, armadilhas e explosão “controlada”

Por Campo Grande News11 OUT 2017 - 10h18min
Explosão deixou agência do Banco do Brasil destruída.Foto: Marcos Ermínio

O cenário após a explosão de dois caixas eletrônicos do Banco do Brasil, localizados no parque de exposições da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, aponta para um ação planejada. A logística incluiu troca de carros, “armadilhas” com pregos nas ruas do entorno do parque e técnica de explosão menos danosa às cédulas de dinheiro.

Ao menos três veículos foram utilizados pela quadrilha. Um Golf, usado inicialmente na fuga; um Logan e um terceiro carro. Os ladrões invadiram o parque na madrugada desta quarta-feira (dia 11), renderam os seguranças e e explodiram os terminais eletrônicos.

Na fuga, trocaram tiros com uma equipe da Gecam (Grupamento Especializado com o Apoio de Motocicletas). Os policiais militares estavam na avenida Manoel da Costa Lima, próximo à Depac Piratininga (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), quando ouviram barulho de duas explosões sucessivas. Eles seguiram a direção do ruído e viram o Golf saindo do parque em alta velocidade. Ao se aproximarem do veículo, começaram os tiros.

Apesar de o Golf ter sido atingido, os policiais acreditam que já fazia parte do plano a troca de veículos, porque um segundo carro estava estacionado numa das ruas laterais ao parque de exposições. Após a troca de tiros, foram recolhidas munições de pistola calibre 9 mm (de uso restrito), fuzil 556 e pistola ponto 40.

No Golf, foram apreendidos explosivos e notas de dinheiro. A equipe acionou o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que apreendeu o Logan, abandonado na rotatória da avenida Interlagos. Dentro do carro, havia um pote de “miguelitos”, estrelas de prego.

A mesma armadilha foi espalhadas nas ruas perto do parque. O detalhe é que um deles estourou o pneu do Logan. Para a o delegado Fábio Peró, um indício de que a chegada da PM (Polícia Militar) obrigou a mudar a rota de fuga.

Não foi divulgado o total apreendido em dinheiro, mas, a princípio, não seria uma grande soma. Ainda de acordo com o delegado, a técnica usada na explosão é mais comum fora do Estado. Nesse explosivo improvisado, a partir de pólvora compactada, os ladrões têm mais controle do resultado, com menos danos às cédulas.

O delegado afirma que ainda não se sabe se a quadrilha fugiu com o dinheiro. A polícia faz buscas e vai requisitar as imagens do videomonitoramento. O grupo ainda questionou os seguranças quando houve a última retirada de valores dos terminais eletrônicos.

Crime - Conforme relato dos seguranças, cinco ladrões chegaram às 2h20 de hoje e pularam o portão que dá acesso ao parque pela rua Américo Carlos da Costa. Eles avistaram espingarda calibre 12, metralhadora e fuzil. Um dos dois seguranças percebeu a ação e chegou a sacar a arma, mas acabou rendido junto com o colega. Eles foram amarrados e levados para a guarita.

Os ladrões afirmaram que não iriam agredi-los e somente queria o “que era deles”. Em seguida, explodiram os dois caixas eletrônicos. Neste intervalo de tempo, outros dois homens, que passavam pelo local, foram rendidos e também levados para a guarita.

Na fuga, num Golf, a quadrilha foi abordada por quatro policiais militares. Houve troca de tiros na esquina das ruas Tenente Aviador Pedro Correia Ducan e Paraguai. Após troca de carro, o grupo fugiu.

 

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