Menu
terça, 10 de dezembro de 2019
Campanha Viajar Andorinha - Saudade
Mobile - Campanha Viajar Andorinha - Abraço
Geral

MPF investiga possível contaminação por agrotóxicos em comunidade indígena Guyraroka

14 agosto 2019 - 08h17MPF MS

O Ministério Público Federal (MPF) em Dourados instaurou inquérito para apurar a intoxicação provocada por pulverização de calcário na Comunidade Indígena Guyraroka, localizada no município de Caarapó (MS). Segundo relatos dos guarani kaiowá a representantes do MPF, em diligência em 20 de maio, após a pulverização do produto na propriedade vizinha ao acampamento, os indígenas apresentaram sintomas de intoxicação como dor de barriga, febre, cansaço, falta de ar, dores no peito e vômito.

O MPF busca identificar os responsáveis pela ação e a natureza do produto químico utilizado, para adotar medidas jurídicas de combate e prevenção de novas ações como a ocorrida. Durante a diligência realizada pelo MPF, o ancião da comunidade, Tito Vilhalva, contou que os funcionários da propriedade rural gradearam a terra e posteriormente foi pulverizado o calcário. Como o vento estava forte na época, o produto terminou atingindo a comunidade. Para o ancião, quem mais sofre com a exposição dos produtos são as crianças, pois a escola indígena fica apenas a 10 metros da propriedade rural.

Comunidade indígena Guyraroka. Foto: Ascom MPF/MS
 

Segundo relatos colhidos pelo MPF, no dia da aspersão de calcário, a merendeira encontrou vestígios do produto nos pães que seriam utilizados como merenda das crianças. Ela também confirmou que boa parte das crianças, com idades entre 5 e 7 anos, apresentaram sintomas de intoxicação. Os moradores informaram que, pela distância do hospital até a comunidade, optaram pela utilização dos medicamentos naturais que são usados na tradição indígena.

Demarcação - A comunidade indígena Guyraroka é composta por 30 famílias, no total de 110 pessoas, das quais 45 são crianças e 25 são idosos. A área já foi objeto de estudos de identificação e delimitação pela Fundação Nacional do Índio (Funai), tendo sido declarada como território tradicional indígena pela Portaria nº 3.219/09 do Ministério da Justiça, faltando somente a colocação dos marcos físicos, que limitam a área, e a homologação pela Presidência da República.

O processo de demarcação foi interrompido em 2014, quando a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal aceitou o pedido do proprietário rural Avelino Antonio Donatti e anulou o processo de demarcação do território. A comunidade ingressou no STF com a Ação Rescisória (AR) 2686, onde os guarani kaiowá buscam reverter a decisão da segunda turma. Cinquenta indígenas estiveram presentes em vigília em 27 de junho, data marcada para o julgamento, porém, o STF transferiu o julgamento para o segundo semestre deste ano.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Garantido
Ações culturais de MS para 2020 conquistam apoio do Secretário Nacional de Cultura
Carne
Queda no preço da arroba do boi não chega aos açougues
Educação
MEC divulga novas diretrizes do ensino médio em tempo integral
Cultura
Exposição dos alunos da Apae Corumbá e Campo Grande unem patrimônio cultural e inclusão social
Comércio
Postura intensifica fiscalização de ambulantes em Corumbá
Morando Sozinho
Idoso é socorrido com suspeita de AVC em casa da rua Cabral
Alerta
Vizinhos impendem incêndio em residência com chá erva mate esquecido no fogão
Cidade
TJMS derruba liminar e prefeitura determina reinício imediato de obras
Previsão do Tempo
Com máxima de 32°C chuvas devem continuar nesta terça-feira em MS
Porteira Aberta
Empresas de MS e de outros cinco Estados na mira da PF por esquema de propina na agropecuária
Investigação aponta que esquema criminoso movimentou mais de R$ 6 milhões em propinas a servidores públicos de fiscalização sanitária federal

Mais Lidas

Garantido
Ações culturais de MS para 2020 conquistam apoio do Secretário Nacional de Cultura
Carne
Queda no preço da arroba do boi não chega aos açougues
Educação
MEC divulga novas diretrizes do ensino médio em tempo integral
Cultura
Exposição dos alunos da Apae Corumbá e Campo Grande unem patrimônio cultural e inclusão social