Menu
quinta, 25 de abril de 2019
Câmara - Dengue
Andorinha - Viaje para Campo Grande com a Andorinha
Geral

Lei regulamenta o tratamento da leishmaniose em cães

17 abril 2018 - 10h27G1

Uma lei complementar que alterou o Código Sanitário de Campo Grande regulamentou o tratamento da leishmaniose visceral em cães no município. A nova legislação entrou em vigor nesta terça-feira (17), após a publicação no Diário Oficial da sanção do prefeito Marcos Trad (PSD) ao projeto do vereador Francisco Gonçalves de Carvalho (PSB), que havia sido aprovado na Câmara da capital.

Desde 2013 o tratamento contra a leishmaniose visceral em cães foi autorizado no país, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo sobre o assunto. Em 2016, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), autorizou que fosse utilizado no Brasil como método terapêutico para os animais com a doença, um medicamento que já era comercializado com esse fim na Europa.

A lei que entrou em vigor nesta terça-feira, vem, conforme reiterou o autor do projeto durante a discussão da matéria na Câmara, legalizar o que já vinha sendo feito ao longo do tempo na cidade, em diversas clínicas veterinárias.

Com a mudança no Código Sanitário, os proprietários que tiverem seus cães com o diagnóstico da leishmaniose e optarem pelo tratamento, deverão comunicar a Coordenadoria de Combate a Zoonoses por meio de um protocolo.

O tratamento de animais será aceito pelo órgão sanitário se for realizado com a supervisão de um médico veterinário e com o uso de medicamentos autorizados pelos ministério da Saúde e/ou da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Leishmaniose

A leishmaniose é uma das doenças que mais afeta os cães no Brasil. Transmitida pela picada do mosquito palha (Phlebotominae), a enfermidade pode causar problemas dermatológicos (perda de pelos em focinho, orelhas e região dos olhos), crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo, anorexia, e dependendo das complicações e da evolução do quadro, o animal pode morrer.

Prevenção

Segundo as autoridades de saúde do município, a melhor maneira de prevenção contra o mosquito transmissor da leishmaniose é eliminar os criadouros. A fêmea do mosquito palha colocam seus ovos em locais úmidos na terra (sob folhas e pedras) e em matéria orgânica em decomposição. Por isso, manter terrenos limpos é fundamental para evitar a proliferação do mosquito. Nos cães é recomendado o uso de coleiras repelentes para reforçar as medidas de prevenção.

Transmissão para humanos

A transmissão da leishmaniose visceral ocorre pela picada das fêmeas infectadas. Primeiro o inseto infectado (vetor) pica o cão (ou outros hospedeiros vertebrados, como gato, gambá, cavalo) e ingere a leishmania. Esta transforma-se dentro do intestino do vetor em promastigota, que é a forma infectante. Essa nova forma, através da picada do vetor irá infectar humanos e novos animais, destruindo o sistema imunológico. Mordidas, lambidas, arranhões e contato físico não passam leishmaniose de cães infectados para humanos. É necessário o inseto, para que possa haver a transmissão e transformação do parasita.

Tratamento em animais

Segundo o município, o tratamento da leishmaniose visceral canina não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença e, portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha do proprietário do animal, de caráter individual. Está orientação está contida na Nota Técnica do MAPA.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Justiça
Prefeitura vai recorrer de decisão que quer bloqueio de conta municipal por dívida do hospital com a Enersul
Capacitação
Senac MS lança programa de qualificação voltado para o comércio
Defesa do consumidor
Passageiros da Avianca, com voos cancelados, devem ser reembolsados
Policial
Homem é preso por furtar chinelo e desodorante em mercado
Policial
Assalto em dois Postos de combustíveis em Corumbá
Essa madrugada foi de intensa movimentação da Polícia Militar entretanto, não conseguiu localizar os assaltantes
Policial
PM prende dois foragidos da justiça nas últimas horas
Policial
Vendedora de ‘paradinha’ é presa com a ‘boca na botija’ pela PM
Alarme falso
Sobrecarga elétrica pode ter disparado alarme de incêndio no hospital da Cassems
Emergência Médica
Marinha socorre criança doente na região do Taquari
Devido a ‘baceiros’ no leito do rio a única maneira de deslocamentos é através de aeronaves
Oportunidade
IFMS abre 560 vagas para cursos técnicos a distância

Mais Lidas

Mulher
Prêmio Destaque Mulher 2019 será entregue na segunda, dia 29
Água e Esgoto
Câmara autoriza início das conversações para renovação de concessão com a Sanesul
Capacitação
Senac MS lança programa de qualificação voltado para o comércio
Emergência Médica
Marinha socorre criança doente na região do Taquari
Devido a ‘baceiros’ no leito do rio a única maneira de deslocamentos é através de aeronaves