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Instituto Homem defende recuperação do Rio Taquari no II Encontro Carta Caiman

Por Redação23 OUT 2017 - 09h10min
Mãrcia Rolon, presidente do IHP e natural da região do Taquari, classifica a atual situação do Rio como um dos maiores desastres ambientais do planeta. Foto: Divulgação/IHP

Ao participar do encerramento do II Encontro Carta Caiman no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, no sábado (21) o presidente Michel Temer assinou várias medidas na área ambiental,  entre elas a que assegura recursos que serão aplicados na recuperação da Bacia do Taquari, que há décadas sofre com o processo de assoreamento. O valor é parte dos  R$ 4,6 bilhões em multas ambientais federais que serão convertidas em ações de preservação ambiental.

No encontro, estava presente a presidente do Instituto Homem Pantaneiro, Márcia Rolon, que é natural da região do Rio Taquari e classifica a situação do rio como um dos maiores desastres naturais do planeta. “Todos nós aqui hoje esperamos que essas medidas realmente saiam do papel e que a recuperação da área realmente aconteça; que não fique apenas no discurso e no campo das ideias, porque há anos escutamos a mesma conversa. Enquanto isso, o prejuízo econômico, social e ambiental é incalculável.” 

Com quase 1.3 milhões de hectares inundados permanente, o assoreamento do Rio Taquari representa mudanças profundas no regime das águas do Pantanal, com consequências graves para todo o bioma, assim como para quem vive na região.

Projeto Cabeceiras do Pantanal

O projeto Cabeceiras do Pantanal, realizado pelo Instituto Homem Pantaneiro,  tem como objetivo proteger as nascentes e áreas de preservação permanente (APPs) da região do Planalto da Bacia do Alto Paraguai (BAP). Várias organizações se uniram ao IHP/Rede do Amolar neste esforço. Com o auxílio da geotecnologia e levantamentos de campo será realizado um diagnóstico da situação dessas nascentes e APPs. A Plataforma Geopantanal vai sistematizar e disponibilizar, em ambiente web, dados de satélites combinados com dados de campo (monitoramento ambiental e pesquisas) da região de abrangência do projeto. Os resultados obtidos vão orientar os esforços de mobilização de todos os setores para a proteção e conservação das nascentes e APPs do Pantanal.

II Encontro Carta Caiman

O encontro foi realizado com objetivo de validar o acordo firmado no ano passado entre os governos de Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso para a preservação do Pantanal.

Em outubro de 2016, o Pantanal “passou a ser único” para as duas administrações estaduais com a criação de grupo de trabalho para discutir ações integradas para preservar o bioma e promover o desenvolvimento econômico e social na região na planície.

O documento, chamado de Carta Caiman e assinado pelos governadores Reinaldo Azambuja (PSDB) e Pedro Taques (PDT), previa prazo de 12 meses para o planejamento das medidas. Informações do IHP.

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