Andorinha

Espalhar notícias falsas pela internet é crime sujeito a prisão ou pagamento de indenização

Por Gesiane Medeiros12 AGO 2017 - 09h47min
Pessoas devem pesquisar veracidade dos fatos antes de compartilhar notócias. Foto: Bárbara Lopes_Agência O Globo

Não há dúvidas que as redes sociais e aplicativos dinamizaram e facilitaram a comunicação entre as pessoas, mas também é fato que o poder de uma notícia veiculada em larga escala na internet, facilmente toma proporção de verdade, por mais absurda que às vezes possa parecer. Todos os dias, boatos de crianças desaparecidas, comunicados de bancos e acontecimentos revoltantes viralizam na rede e tomam proporções incalculáveis.

Espalhar notícia falsa na internet é crime, inclusive sujeito a reclusão de 15 dias à seis meses de prisão ou pagamento de indenização, dependendo da gravidade. Em 2016, a Universidade Oxford, criou o termo pós-verdades para discriminar situações em que boatos são tidos como realidade, sem necessitarem de comprovação.

Às vezes as pessoas divulgam tal acontecimento, acreditando que estão tomando uma boa atitude. A falsa idéia de que tudo que está na internet é verdadeiro, faz com que as pessoas confiem fácil na informação, sem perceber que podem estar causando um grande mal a alguém, instituição ou empresa.

Em 13 de julho deste ano, um comunicado falso divulgado na rede social, aterrorizou estrangeiros que vivem na Bolívia. O documento que estava em papel timbrado e assinado pelo Departamento de Imigração de Santa Cruz, anunciava novas regras para fiscalização de estrangeiros que pareceia mais uma persseguição. No texto, pessoas de outras nacionalidades que vivem na Bolívia eram ameaçados de serem expulsos caso não apresentasem documentos que seriam exigidos a qualquer hora e qualquer momento por funcionário credenciado. O boato foi desmintido rapidamente pelo Departamento de Imigralação boliviana que publicou nota oficial em sua página na internet apontando o documento como falso. 

Antes de compartilhar notícias veiculadas na internet, o correto é buscar a veracidade dos fatos. 

Dicas publicadas no site O Globo. Foto: Reprodução O Globo

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul publicou recentemente, dicas de como se proteger dessas armadilhas em nota no site oficial da instituição. No artigo, foi lembrado o caso de uma mulher de 33 anos, que foi linchada e morta publicamente, em 2014, na cidade de Guarujá, interior de São Paulo, após um boato amplamente difundido na internet sobre uma possível pessoa que estava matando crianças para rituais de magia negra. Posteriormente, foi constatado, que a história foi plantada por “brincadeira” nas redes sociais. 

Fique atento as seguintes situações:

- Textos com conteúdo inverídico capaz de chocar ou comover e que ao seu fim, pede alguma ação do usuário, com possível gratificação ou punição. Ex: A cada compartilhamento, será doado uma quantia de dinheiro a determinada instituição;

- Mensagens de propaganda, verdadeira ou falsa, enviada de maneira automática para remetentes aleatórios. Ex: Uma loja da cidade está liquidando o estoque, com peças em até 90% de desconto;

- Boatos com informações falsas, como se fossem notícias de serviço à população. Trazem casos que, supostamente, afetam diretamente o usuário. Ex: Cuidado, estão raptando filhos nas portas das escolas da cidade;

- Ao receber algum conteúdo acusando alguém, apague o material, ou seja, não repasse, pois poderá sua propagação pode configurar crime de calúnia, injúria ou difamação;

- Caso você seja vítima de algum ataque virtual, antes de tomar qualquer medida, você deve saber com exatidão qual é o seu problema. Se criaram um perfil falso para você – o chamado fake, usando fotos suas, simulando recados, coisas assim, você está sendo vítima de um falsário, que comete o crime de falsidade ideológica.

 

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