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Em palestra na Expo Paraguai-Brasil, Longen reforça viabilidade do Indústria Sem Fronteiras

Por Redação25 OUT 2017 - 09h29min

Em palestra realizada nesta terça-feira, 24, durante a 9ª edição da Expo Paraguai-Brasil, em Assunção, capital do Paraguai, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, destacou o projeto Indústria Sem Fronteiras, lançado pela Federação neste ano como alternativa para os empresários que não conseguem manter a sustentabilidade dos negócios no Brasil diante da burocracia e elevada carga tributária vigente no País.

Presidente da Federação das Indústrias de MS defendeu o projeto que visa expandir o comérico nas fronteiras do Estado. Foto: Divulgação

“Precisamos apresentar o Indústria Sem Fronteiras para os empresários brasileiros que estão neste momento em Assunção. O momento é de dificuldades para todos e precisamos oferecer para o empresário alternativas competitivas como o Paraguai, que desperta em todos uma curiosidade justamente por estar em pleno crescimento. Mato Grosso do Sul tem 1.200 quilômetros de fronteira seca com o Paraguai e instalar um empreendimento nessa região beneficia o empresário, que no país vizinho vai se deparar com uma legislação menos burocrática e menos tributos, e os municípios, que precisam gerar empregos e renda para conseguir acabar definitivamente com os problemas de segurança”, disse o presidente Sérgio Longen durante palestra para os empresários.

Longen também ressaltou que o CIN (Centro Internacional de Negócios) do IEL está à disposição durante toda a Expo Paraguai-Brasil para orientar os empresários interessados na faixa de fronteira entre o país vizinho e Mato Grosso do Sul. “Temos sido procurados por empresários de diversos Estados brasileiros, que vêm com a seguinte dúvida: como conseguir produzir no Paraguai, já que o mercado interno e pequeno e nosso principal consumidor está no Brasil? Essas e outras questões são respondidas de forma muito simples: porque há a legislação estadual, por meio do programa Fomentar Fronteiras, e a Lei de Maquila, e o CIN esclarece como funciona esses mecanismos”, acrescentou.

Para o superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonca, Mato Grosso do Sul passa a olhar o Paraguai de frente diante da nova realidade do país vizinho. “Se antes existia qualquer pecha relacionada ao Paraguai, isso acabou. Vemos um país pujante, recheado de oportunidades e opções para o empresário que aqui busca investir. Por isso, trazer o empresário sul-mato-grossense para participar da feira é tão importante, para aproximá-los desse ambiente de network e troca de experiências”, afirmou.

Governo

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, também fez uma palestra durante a Expo Paraguai-Brasil destacando as oportunidades de negócio com o país vizinho. “Mato Grosso do Sul em 2016 bateu recordes de produção, com 7,7 milhões de toneladas de soja, 9 milhões de toneladas de trigo e 912 mil hectares de eucalipto e, isso, precisa ser exportado. O Paraguai também deve olhar o Brasil como um grande parceiro, os meios já existem, como o Fomentar Fronteiras e o Indústria Sem Fronteiras”, salientou.

Governo do Estado também participou destacando as oportunidades de negócio nas fronteiras. Foto: Divulgação 

Ao concluir sua palestra, o vice-ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Jose Luiz Rodriguez Tornaco, deixou os empresários presentes aguçados com a seguinte frase: “Quem chega primeiro a fonte bebe água limpa”. Ao falar sobre a política de benefícios do Paraguai, ele apontou a segurança jurídica, impostos reduzidos e a crise econômica brasileira como fatores que fizeram disparar a procura pelo Paraguai.

Segundo o vice-ministro, no período de 1997 a 2013, pelo menos 46 empresas se instalaram no Paraguai, uma média de três por ano, enquanto entre agosto de 2013 e outubro deste ano foram 94 novas empresas instaladas. “O Paraguai hoje é o país com o ambiente de negócios mais favorável da América Latina e o que terá maior PIB (Produto Interno Bruto), de 4%, em 2017 e 2018.Também estamos em um país seguro juridicamente porque a Lei nº 5.542, de 2015, estabelece que todos os benefícios previstos na Lei de Maquila não podem ser alterados pelos próximos dez anos. No momento, há uma agenda política e diplomática entre o Brasil e Paraguai e todos esses fatores, somados a uma mão de obra jovem, que precisa trabalhar, energia mais barata e a pior crise economia da história recente torna nossa país muito atrativo para os brasileiros”, disse.

Balanço

Segundo balanço da Expo Paraguai-Brasil, em apenas dois dias de feira já foram realizadas 1.598 reuniões entre empresários paraguaios e de diversos Estados brasileiros, mais do que o dobro do número alcançado durante todo o evento no ano passado. São 240 inscritas, entre visitantes e expositores, e mais de 500 empresários circulando diariamente. Até esta quarta-feira (25/10), quando se encerra a Feira, estão previstas rodadas de negócios para facilitar o contato entre o público presente.

Somente de Mato Grosso do Sul, 40 empresários participam da feira, levados por uma missão técnica organizada pela Fiems, Sebrae e Governo do Estado. Realizada de 23 a 25 de outubro, a Expo Paraguai-Brasil tem como objetivo promover um intercâmbio comercial e turístico entre os dois países, além de oferecer uma oportunidade para que os empresários brasileiros conheçam o ambiente de negócios do país vizinho.

Durante os três dias de evento, a Expo Paraguai-Brasil espera receber mais de dois mil participantes, que terão oportunidade de ampliar seus negócios, fazer networking, abrir as portas para novos mercados, adquirir mais experiência na exportação ou na promoção comercial internacional, e aprender mais sobre como fazer operações comerciais no exterior de forma mais eficiente. Para isso, estão previstas ações como visita a empresas instaladas pela lei de maquila no Paraguai, rodadas de negócios e seminários que visam esclarecer dúvidas de empresas que estão interessadas em se instalar no país ou fazer negócio com o vizinho. Informações da Fiems.

 

 

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