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Câmara debate transporte fluvial de passageiros ligando Corumbá a Cáceres

Por Kamilla Marques12 JUN 2018 - 08h20min
O barco é o principal meio de transporte para os interiores do Amazonas e pode se tornar uma opção em CorumbáFoto: A Crítica

 implantação do serviço de transporte fluvial de passageiros entre as cidades de Corumbá e Cáceres foi sugerida pelo presidente do Poder Legislativo corumbaense, vereador Evander Vendramini, como forma de interligar o maior município pantaneiro ao Mato Grosso, pela hidrovia do Rio Paraguai, além da criação de uma nova opção de turismo na região pantaneira.

A sugestão foi feita durante sessão da Câmara Municipal, quando o vereador solicitou, por meio de ofício endereçado ao Ministério dos Transporte, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), com cópia ao Prefeito Municipal de Corumbá, a realização de estudos de viabilidade para a criação do serviço.

“São duas cidades pantaneiras ligadas pelo Rio Paraguai. No entanto, não há um serviço regular de transporte de passageiros que precisa ser pensado pelas autoridades competentes. Isso beneficiaria tanto as pessoas que trabalham ano longo desse trecho, que poderia utilizar esse tipo de transporte para locomoção, bem como se tornaria em um novo atrativo turístico. Quem é eu não gostaria de fazer uma viagem dessa, e conhecer as belezas da nossa região?”, indagou.

Evander lembra ainda que a hidrovia tem sido utilizada para o escoamento de produtos e animais. “Atualmente, pelo rio, é transportado soja, gado e minério, além de passageiros que moram ou que trabalham nas regiões ribeirinhas do Pantanal. Pode ser importante também para o transporte de passageiros. Além de todas as vantagens, será uma nova ligação às cidades do Mato Grosso, a Cuiabá, por exemplo”, explicou.

Hoje, a única ligação ao Mato Grosso é por terra, e o corumbaense precisa ir até Campo Grande, uma viagem bem mais longa, mais 420 quilômetros, e depois andar mais 725,1 quilômetros, via BR 1663, até Cuiabá. “Cáceres está a 400 quilômetros daqui, pelo Rio Paraguai, e 218,6 quilômetros de Cuiabá, via BR-070. Seria uma viagem bem mais curta e o viajante teria ainda as belezas da nosso Pantanal para apreciar”, reforçou.

“A nossa ideia é que seja implantado esse serviço que também pode ser feita por embarcações mistas de transporte de passageiros e de cargas. Além disso, servirá para criarmos uma via turística, possibilitando que pessoas de outras cidades e países possam desfrutar da natureza do Pantanal de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul”, completou.

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