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Após cobrança de vereadores, Sanesul anuncia melhorias no sistema

Por Assessoria Câmara Municpal de Corumbá19 MAI 2017 - 10h29min

Redução da taxa de esgoto, solução para o problema de falta de água em bairros da parte alta da cidade (região sul), água potável para os distritos de Albuquerque e Porto Esperança e recuperação imediata do pavimento asfáltico em virtude de intervenções nas redes de distribuição de água e coletora de esgoto, foram alguns temas tratados na tarde de ontem, quinta-feira, 18, durante uma reunião dos vereadores de Corumbá com a diretoria da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), responsável pelos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário no Município.

O encontro aconteceu na sala de reunião dos vereadores corumbaenses que, desde o início da atual legislatura, estão debatendo temas relacionados ao sistema de saneamento básico, cobrando soluções para problemas que afetam diretamente a população do maior município pantaneiro.

O contrato de concessão com a Sanesul vence em 2019. Foto: Divulgação

A pauta foi apresentada pelo presidente do Poder Legislativo, vereador Evander Vendramini (PP), diretamente ao presidente da Sanesul, Luiz Carlos Rocha. Antes mesmo de relatar os assuntos, Vendramini deixou evidenciado que, no momento atual, “a Câmara de Corumbá é amplamente favorável à municipalização do sistema, criando a ‘Águas Corumbá’. Hoje, podemos dizer que as possibilidades de renovação são de 5%, e 95% pela municipalização”.

O atual contrato de concessão do sistema foi assinado em 1999, na administração do então prefeito Eder Brambilla, e vence em 2019. Desde o início do ano, os vereadores estão debatendo a questão, reivindicando principalmente a redução da taxa de esgoto que é de 70% sobre o valor da água, solução para o problema de falta de água na parte alta, e água potável para Albuquerque e Porto Esperança.

Diante dos questionamentos, a diretoria da Sanesul veio a Corumbá para tratar destes e outros assuntos diretamente com os vereadores. Além de Evander estavam presentes o primeiro vice-presidente Gaúcho da Pró-Art (PP); o segundo secretário da Casa de Leis, Manoel Rodrigues (PRB); Luciano Costa (PT); Ubiratan Canhete de Campos Filho, o Bira (PSDB); André da Farmácia (PTB); Tadeu Vieira (PDT); Paulo Bertini (PSB), e Baianinho (PSDB), que também questionaram bastante o presidente da Sanesul.

Outros assuntos inseridos na pauta da reunião foram: cobrança do valor da água realmente consumida; discussão periódica com o Município na elaboração das tarifas sujeitas a aprovação; destinação de percentual dos lucros em favor de um Fundo Municipal de Investimentos; serviço eficaz de aviso de corte; quantas ligações existem na cidade e nos distritos; faturamento da empresa em Corumbá; lucro anual atualmente, e análise dos últimos 18 anos de serviços na região.

Taxa de esgoto

Em relação à taxa de esgoto, os vereadores alegam que Corumbá é uma cidade com grande percentual de famílias pobres e que não estão em condições de pagar o valor atual cobrado. O presidente da Sanesul informou que o percentual de 70% será reduzido automaticamente para 50%, conforme critérios adotados pela empresa, tão logo seja renovado o contrato de concessão. A Câmara trabalha por uma redução maior ainda.

Sobre imóveis que estão abaixo do nível das ruas e, consequentemente, das redes coletoras de esgoto, cujos proprietários pagam pelo serviço, a Sanesul explica que é preciso entrar em contatos com a empresa, solicitar revisão, para que as taxas, nesses casos (cota negativa) não sejam inseridas nas contas de água.

Região Sul

Outro questionamento dos vereadores se refere à falta de água na região sul da cidade, que tem gerado constantes reclamações por parte da população. O diretor de Engenharia e Meio Ambiente da empresa, José Carlos Queiróz, que já foi gerente regional de Corumbá, explicou que este problema será solucionado a partir da entrada em operação dos sistemas que estão em fase de construção.

Segundo ele, o primeiro passo foi para solucionar este “problema que persiste”, foi a duplicação da adutora de água bruta, bem como a duplicação da capacidade de tratamento que, hoje, é de 1,4 mil metros cúbicos por hora. “Com o novo módulo na Estação de Tratamento de Água, a capacidade de tratamento a partir de julho ou agosto, passará para 2,8 mil metros cúbicos por hora. Assim, vamos garantir um sistema para os próximos 20, 30 anos”.

Explicou que todos os investimentos que estão sendo feitos na cidade, em torno de R$ 38 milhões, são justamente para garantir água para os bairros da parte alta. “Hoje, estamos com obras na Popular Nova, que já estão com 70% executados, que vão garantir a distribuição de água naquela região”, garantiu.

São dois reservatórios com capacidade de armazenamento de 5 mil metros cúbicos (5 milhões de litros). Hoje, a empresa opera com uma capacidade de armazenamento em toda a cidade de 7 mil metros cúbicos (7 milhões de litros). Além disso, estão sendo implantadas 26 quilômetros de rede de distribuição.

“Estamos trabalhando para entrar em pré-operação em janeiro do próximo ano”, explicou, citando que, além disso, a empresa vai, até o final do ano, implantar seis pequenas elevatórias para levar água até às famílias que residem em regiões de morraria, caso inclusive da Popular Velha, na localidade conhecida como Paraiso.

Albuquerque

A situação de Albuquerque também foi amplamente debatida. Hoje, os moradores do distrito, um dos pontos turísticos do Município, consome água salobra e a reivindicação é a instalação de uma Estação de Tratamento.

O presidente Luiz Carlos Rocha explicou que as duas opções iniciais eram a implantação de uma adutora para captar água doce da região de morraria, até o distrito, e a segunda, uma Estação de Tratamento com captação de água bruta na Baia de Albuquerque. Esta última, conforme projeto elaborado anos atrás, ficaria, na época, em torno de R$ 12 milhões.

Diante do alto custo, a empresa buscou alternativas e optou pela implantação de um sistema de tratamento com a utilização de um equipamento conhecido como Osmose Reversa. Adiantou que a compra do equipamento já está em processo licitatório e que cumpridos os trâmites legais, a Sanesul vai implantar o sistema.

“Será um projeto piloto que poderemos levar para outras regiões do estado, inclusive para Porto Esperança”, explicou Rocha, adiantando que o investimento no sistema está em torno de R$ 1 milhão.

Pavimento

Em relação à recuperação do pavimento da cidade, após intervenções por parte da Sanesul nas redes de água e esgoto, a decisão é que a própria empresa fará o serviço. Para tanto, foram adquiridos equipamentos e o material a ser utilizado será o próprio CBUQ do tipo ensacado (frio), e tão logo sejam concluídas as intervenções nas redes.

O presidente da empresa, antes do término do encontro com os vereadores, fez um balanço da atuação em Corumbá. Disse que hoje, os investimentos giram em torno de R$ 68 milhões (R4 38 milhões no sistema de água e R$ 30 milhões em esgotamento sanitário).

Hoje, a cobertura do sistema de esgotamento sanitário, inclusive com tratamento, segundo ele, é de 50%. Com os investimentos e os serviços atuais, a expectativa é chegar a 80%. Reforçou que casos de cotas negativas (casas abaixo do nível da rede), estão isentos do pagamento do esgoto.

Em relação a números, explicou que a cidade conta hoje com 389 quilômetros de rede de distribuição de água e 203 quilômetros de rede coletora de esgoto; 34 mil economias (ligações), sendo que dessas, 23,4 mil estão operando e 10,6 mil estão inativas, atendendo 97 mil pessoas; existem 15 mil ligações de esgoto em Corumbá, o que atende 58,6 mil pessoas.

Informou também que, em todo o Estado, a receita é de R$ 486 milhões, sendo R$ 33,3 milhões em Corumbá. No ano passado, custeadas todas as despesas, de pessoal e das obras, principalmente, a receita líquida foi de R$ 4,6 milhões, R$ 388 mil por mês.

Participaram ainda do encontro o assessor d presidente Edgar Afonso Bento; diretor Comercial e Operacional, Onofre Assis de Souza; o gerente de Manutenção, Ubirajara Marchetti; o gerente de Sistema de Abastecimento de Água, Elthon Teixeira; gerente local da Sanesul, Eduardo Duque; o gerente de Apoio Administrativo, Jairo Velasques, além do vereador licenciado Mohamad Abdallah, que é secretário especial de Agricultura Familiar.

 

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