Andorinha

Filho faz apelo em redes sociais para ajudar ‘Pratinha’

Por Sylma Lima11 JAN 2019 - 15h15min
Se você era amigo de 'Pratinha' essa é a hora de ajudar. Foto: Arquivo familiar

Quem não conhece em Corumbá o ‘Pratinha’, como é chamado carinhosamente o Alef Hamie? Figura carismática, bondosa, daquele tipo de pessoa que nunca fala não. ‘Pratinha’ sempre moveu ‘céus’ para ajudar um amigo em dificuldade. Ele sempre  andou rodeado de ‘amigos’, por bares e casas noturnas. Durante o dia costumava ficar numa conveniência na Rua Frei Mariano, seja para fazer as refeições ou para tomar uma ‘gelada’.  Ele realmente sempre foi uma pessoa iluminada, com o coração maior que o mundo. Até que o destino mudou essa trajetória. Numa madrugada do dia 26 de Outubro, ‘Pratinha’ foi atraversar a rua Cuiabá, por volta das 20h,, quando um veículo o atropelou de frente. Ele ficou gravemente ferido, pois bateu com a cabeça na calçada e teve traumatismo craniano.

Até alguns dias  atrás, muita gente ainda perguntava por noticias do ‘Pratinha’, pois não sabiam ao certo o que havia acontecido, ou se ele teria se acidentado realmente. Até que na manhã desta sexta-feira,11 de Janeiro, três meses após o acidente, o filho de Hamie, posta um pedido de ajuda para o pai. Aliás, que foi amplamente compartilhado. Confiram o texto. E muito mais que isso, exercite a caridade. Quem  se sentava a mesa para beber com ele, agora saiba que precisa de você, pois como ele sempre dizia, “ minha família são meus amigos” .

Texto veiculado em redes sociais e divulgado com autorização do filho:

Aqui é o Atef Hamie! Lembram de mim? Sou eu! O Pratinha!

“Como todos devem saber, venho passando por grandes dificuldades desde o final do ano passado.Fui atropelado no dia 26/10/2018, sofri um traumatismo craniano, perdi um pedaço do osso da cabeça durante a cirurgia de drenagem do hematoma e os danos cerebrais são irreversíveis.

Não falo, não enxergo, perdi todos os movimentos do corpo, e sequer consigo interagir com alguém.Recebo nutrientes por uma sonda, respiro com dificuldades pelo nariz e pela abertura de traqueostomia.

Enfrento diariamente bactérias nocivas, que põe em jogo minha sobrevivência.Mas, apesar das minhas condições, e todo meu sofrimento, ainda acredito no bem, e na capacidade que tem o homem de ser caridoso com seus iguais.

É de conhecimento de todos que nunca tive boas condições financeiras, estava sendo atendido pelo SUS, alocado no CTI.Porém, os médicos já fizeram por mim tudo o que puderam, e o que está ao alcance da medicina dos homens.Preciso agora de condições dignas e de tratamento terapêuticos.

Por tudo isso, peço AJUDA ???????? aos entes queridos, amigos, conhecidos e todos aqueles que se sensibilizarem com meu estado.

Preciso de fraldas, lenços umedecidos, e também contribuições financeiras para pagar fisioterapeuta, cuidador, medicamentos, equipamentos e materiais hospitalares.Meu estado é considerado grave, e preciso de isolamento e muitos cuidados.

Para aqueles que quiserem contribuir com os materiais, é só levar no hospital, Quarto Número 5, Ala - B 2, ou no endereço que fica na rua Firmo de Matos, número 1351 entre as ruas Cabral e Joaquim Murtinho.

Para quem quiser contribuir com os demais custos do meu tratamento, pode depositar ou transferir QUALQUER QUANTIA para a conta:

BANCO ITAÚ - AGÊNCIA 6246

CONTA POUPANÇA - 09673-6,

a conta está aberta em meu nome

ATEF HAMIE - CPF: 321.237.281-87

O dinheiro arrecadado terá o fim a que se destina, impreterivelmente, e haverá prestação de contas a cada ciclo que for utilizado, sendo as informações divulgadas nesta rede social, na qual essa mensagem está sendo transmitida .

Ah! Aos amigos queridos, gostaria muito do apoio fraterno de vocês! Dentro nas normas internas do hospital, a visita está liberada! Dizem que pessoas no meu estado podem escutar e entender palavras, gestos e sentimentos! Vamos tentar?

Agradeço a todos pelas palavras de apoio nas redes sociais, e espero ter o mesmo carinho PESSOALMENTE, um grande abraço!"

* O texto foi escrito por seu filho: Omar Ahmad Antunes Hamie. Mas é o que ele acredita que seu pai gostaria de transmitir nesse momento de provação e sofrimento. 

A caridade é a fé em exercício.

 

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