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Agências dos Correios reabrem nesta terça-feira após fim da greve em MS

Por Campo Grande News13 MAR 2018 - 08h08min
Funcionários durante protesto, esta manhã (12) no centro de distribuições dos Correios em Campo GrandeFoto: Mirian Machado

Os servidores dos Correios voltam a trabalhar normalmente nesta terça-feira (13) pelo Estado. Os trabalhadores chegaram a um consenso, durante assembleia na sede do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul), realizada no final desta tarde (12) em Campo Grande.

“Eles voltam ao trabalho, enquanto aguardam uma decisão da Federação Nacional da categoria”, se posicionou o sindicato, por meio de assessoria de imprensa. O fim da greve em MS foi decidido depois que Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que os empregados dos Correios e seus dependentes é quem deverão pagar mensalidade para manter os planos de saúde.

A greve continua em outros estados, mas ainda conforme o Sintect-MS, nesta terça-feira (13), assembleias serão realizadas por outras cidades do país para que seja definido o andamento da greve. 

Em MS, cerca de 10 agências em pelo menos 20 cidades foram afetadas pela paralisação.

A greve - A paralisação é nacional e tenta defender o acordo coletivo, que ainda está no prazo. A direção dos Correios entrou com um pedido de dissídio no TST (Tribunal Superior do Trabalho) pedindo alteração na cláusula que trata do Plano de Saúde dos Trabalhadores. A mudança exclui pais e mães da assistência.

Além da alteração no plano, os trabalhadores apontam suspensão de férias de todos os funcionários e desligamentos por meio de Planos de Demissões Incentivadas. O Correios de Campo Grande se posicionou por meio da assessoria de imprensa admitindo que a greve é um direito do trabalhador, mas que desta vez poderia agravar a situação dos funcionários.

A empresa destacou ainda que a paralisação afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. Conforme a nota, os Correios disse que aguarda uma decisão do tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.

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