Andorinha 70 anos

Uma janela para o futuro

Por Valmir Moura Fé10 MAI 2018 - 08h04min

Pra que tudo isso? Uma pergunta que carregamos entre nós todos os dias sobre a natureza do dia-a-dia, dos problemas, soluções, aflições, pensamentos e ideias do cotidiano que nos envolvem na rotina diária. Talvez nem compreendamos o que se passa na parte do self sublimado sob várias formas diárias dos modos de viver.

Pois bem!. Então, nasce o dia e logo nos retroalimentamos de desejos reais da vida, do trabalho e das obrigações sociais. É nesse ponto que o mundo nos impõe condutas e ações já pré-estabelecidas. Nasce o dia e os esquemas de organização social e moral nos obrigam a um padrão já assimilado e vivido, e sob as mais aspirações pífias de nosso organograma social.

Contemplar ou agir sempre foram os dilemas do ser humano desde os tempos mais remotos. Num diálogo atemporal e repleto e divagações sobre este dia que nasce e renasce, eis que a vida proporciona também uma janela repleta de oportunidades.

Neste aspecto de vivências e já moldados por um padrão sistêmico de ideias e formatos cartesianos, é necessário então que se indague sobre o formato. O formato do conhecimento e categorias matemáticas , tem tornado o ser humano um mero passatempo replicador. O conhecimento intelectual é fundamental para se conhecer o não conhecido numa esfera de inimagináveis pensados.

Nesse mundo categórico de poucas mutações essenciais, em que o moderno é ser igual ao outros, num sistema mecânico de imitações sociais à esfera de um vazio da imagem sob os falsos holofotes das redes sociais. Aqui impera o vazio, a solidão do prazer imediato e fictício, que traz para si aquilo que sente, mas não se entende e que se reveste no submundo da angústia e solidão.

Ao nascer o dia é bom que se olhe para o calor do sol e sua grandeza, mas sem ignorar a pequena flor que se encontra no jardim ou no vazo da casa, ou mesmo na imaginação, que o lugar mais apropriado para se viver.

Acorde devagar e reflita sobre algo que dialoga no seu interior, na sua natureza às escondidas no seu ser. Não sabemos e não vivemos, mas é na imaginação do pensar e na postura fática do andar, que as ações se molduram e se resignificam nas entranhas do nosso dia-a-dia de obrigações reais ou fictícias.

A vida que nos segue é um bom motivo para se viver. O que basta é compreender este ser vivido, desde a natureza cognoscente até as superações dos impactos reais da vida, mas é numa janela para futuro que nós estabelecemos o que está à nossa frente. Não importa o que existe e sim o que a nossa percepção entende que existe. A realidade é algo mais enigmática do que pensamos. Essa realidade que percebemos é apenas uma parte do que nossa mente e cérebro nos apresentam.

VALMIR MOURA  FÉ
Delegado de Polícia. Pós graduado em Gestão de Segurança Pública, Psicologia Jurídica, Direito Processo Penal e Penal. 
E-mail: [email protected]

 

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