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Falta de traquejo e elegância

Por José Carlos Cataldi21 AGO 2018 - 14h51min

Todos esperavam dos organizadores da expedição que foi ao Forte de Coimbra dar posse ao comitê gestor das formalidades necessárias a dar à fortaleza colonial o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, um mínimo de traquejo e elegância. Escandalosa gafe cultural por quem pretende reconhecimentos.

A comitiva composta pelo ministro de Estado Carlos Marun, o senador Pedro Chaves, a dirigente do Iphan, Kátia Bogea, a diretora do Patrimônio Cultural do Estado do Mato Grosso do Sul, Maria Clara Scardini e o superintendente de Corumbá, Fábio Junior, não foi recebida, no mínimo, por um general de brigada, chefe de Estado Maior, como recomendaria a praxe.

Capitã de Mar e Guerra Kátia atendeu a todos da tripulação. Foto: Sylma Lima

A sensação que deu foi de que não preveniram o Exército, ou ao menos, o Comandante do Forte quanto à solenidade. O almoço servido frio já fazia supor que o restante da solenidade seria trágico.

O grupo gestor, com cerca de 20 pessoas, entre militares, comunidades ribeirinhas e autoridades culturais e sociedade civil foi empossado.

Na hora da volta, o momento mais deselegante. O ministro e o senador já tinham previsão de volta de helicóptero. Algumas pessoas, escolhidas a dedo, descartadas as demais a queima roupa, seguiram em duas voadeiras até Porto Morrinho, no mesmo dia. Os outros, voltaram no mesmo navio que trouxe, na vinda, todos os ‘iguais perante a lei’, mas na oportunidade da volta, transportava apenas os ‘menos iguais’, numa viagem de quase 24 horas, agradáveis,  graças ao requinte da acolhida da tenente Erika Ferreira que não mediu esforços para deixar todos a vontade.

Felizmente a fidalguia da Capitã de Mar e Guerra Kátia Modesto,  provavelmente a primeira mulher a

Tenente Erika se superando na gentileza e solidariedade. Foto: Sylma Lima

alcançar por isso mesmo o almirantado, brevemente, compensou o mal estar. Tivessem deixado a organização por conta dela e do capitão de corveta Leandro Nunes,, de certo, tudo seria melhor.

Os organizadores não se deram conta que a Capitã Kátia e o Capitão Leandro  haviam mandado preparar um banquete para o almoço, com lagarto recheado, e não foram avisados do desvio da atenção para a refeição improvisada no Forte.

 

Gafe em cima de gafe.

 

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