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COLUNA

Entrelinhas

Sylma Lima

A magia e encantamento do carnaval de Corumbá

08 março 2019 - 19h04

Nos anos 80 e 90 os bailes de clube ainda eram a ‘febre’ do carnaval  corumbaense, mas, como tudo se transforma e isso faz parte da evolução humana, o carnaval de Corumbá também mudou, e para melhor. Quem não podia pagar as entradas nos clubes, hoje desfruta de shows gratuitos na Praça da Avenida General Rondon. A avenida das palmeiras imperiais, e tendo como ‘pano de fundo’, janelas abertas para o Pantanal, maior planície alagável do planeta. Só isso bastaria para o folião contemplar  o maior santuário ecológico do mundo, dançando ao som das bandas que tocaram as cinco noites, embalando a fantasia de turistas, que lotaram os hotéis, pesqueiros e até embarcações. O carnaval  é considerado a maior festa popular de rua do mundo. De acordo com o Guinness Book, aproximadamente dois milhões de pessoas se divertem nas ruas do pais.

E Corumbá tem suas peculiaridades, mas não podia ficar de fora. Mantem a tradição do desfile dos blocos, escolas de samba e os cordões carnavalescos. Aqui tudo se completa e a festa que mistura risos e lagrimas continua sendo a melhor do Centro Oeste Brasileiro.

Momentos como este fazem valer a pena. Fotos Capital do Pantanal

 Na Capital do Pantanal fatura não só as grandes marcas de cerveja, mas o ambulante ,que faz das ruas históricas com seus belos casarões, um lugar de encantamento com tantos sabores. Eles dão a tônica da festa e se esmeram fazendo muito com o pouco que tem. Nunca vi turista insatisfeito. O corumbaense põe a cadeira e serve a mesa,  com sorriso no rosto. O trabalho não assusta quem quer faturar um extra para ajudar o orçamento no final do mês.

E quem vem para estas ‘bandas’, o faz com antecedência para não perder nenhum momento, que começa com a coroação da corte de momo, segue do desfile de fantasias e os blocos de sujo. Meu Deus , o ‘Cibalena’ novamente levou mais de 25 mil foliões trajados com fantasias que mexem com o imaginário popular. A festa pagã reúne os apaixonados, e nessa luta inglória os blocos vão para rua, seguidos das escolas de samba e cordões.

Praça com mais de 20 mil pessoas por noite faz do carnaval de Corumbá um evento único.

Para quem vive em Corumbá, ou quem visitou neste carnaval, a quarta-feira foi de cinzas sobre a testa. Saíram as bandas e entraram os padres ‘lavando a alma dos pecadores’. O carnaval de Corumbá dura seis dias, mais um ano de trabalho nos barracões. As musas pagam suas próprias fantasias por amor à agremiação. Os carnavalescos têm seus momentos de gloria. Enche os olhos ver a escola passando, e muitos deixam rolar uma lagrima furtiva. É o grande momento, ainda com as dificuldades de sambar sobre paralelepídos, ou quebrar algum carro alegórico, que acaba encostado num meio fio qualquer. O carnaval de Corumbá enche os olhos e a alma. É tanta beleza que contagia.

 Benditos os marinheiros que trouxeram essa riqueza cultural para o seio do Pantanal. Como se não bastasse nossos casarios tombados, nossas riquezas minerais, nossa biodiversidade ainda somos o celeiro de talentos do Estado. Falem o que quiser, mas não denigram o sonho de tanta gente. Você pode não gostar de Corumbá, mas deve amar a população que vive embaixo de sol escaldante 365 dias por ano, e encontra razão para fazer o seu dia melhor.

Cinco noite de muita folia e descontração com toda segurança possível. Parabéns a todos os envolvidos.

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